22 de mar. de 2012

Relacionar-se hoje em dia...

A gente se encontra, se curte, se sente,
se olha, sorri, beija e abraça,
a gente se perde, no tempo que passa,
se perde em um de repente.

A gente se perde no espaço da vida,
um mal entendido,um olhar perdido,
alguem  atravessa o caminho...
e a gente fica sozinho.


Perguntas se perdem no ar,
respostas ficam perdidas...
onde foram os valores parar,
cade as horas vividas?

Não sei saber, entender...
me perco de mim num instante,
sentir, existir,aprender
que nada na vida é constante.

Onde foi o sonho, a magia?
Onde está o prazer e a emoção?
Ficou na vida vazia
saiu do coração.

Vem alguem pra recomeçar,
sentir, viver ,sonhar e curtir,
momentos para brindar
e depois sair e partir.

Assim é o mundo hoje em dia
vem uns, vão outros também
mas isso é covardia
pois ninguém é de ninguém... ( Ligia )

17 de mar. de 2012

fazer amor


Desconheço o autor, mas que é lindo e verdadeiro, é.



Não basta um corpo e outro corpo, misturados num desejo insonsso, desses que dão fome trevial, nascida da gula descuidada, aplacada sem zelo, sem compustura, sem respeito, atendendo exclusivamente à voracidade do apetite.
Fazer amor é percorrer as trilhas da alma, uma alma tateando outra alma, desvendando véus, descobrindo profundezas, penetrando nos escondidos, sem pressas e com delicadeza...porque a alma tem contextura de cristal, deve ser tocada na leveza, apalpada com macieza... até que o corpo descubra cada uma das suas funções.
Quando a descoberta acontece, é que o acto de amor começa. As mãos deslizam sobre as curvas, como se tocassemos nas nuvens, a boca vai acordando e retirando gostos, provando os sabores, bebendo a seiva que jorra das nascentes escorrendo em dons, é o côncavo e o convexo em amorosa conjunção.
Fazer amor é Ressurreição !!! É nascer de novo, no abraço que aperta sem sufocarmos, no beijo que cala a sede gritante, na escalada dos degraus celestiais que levam ao goso.
Vale chorar, vale gemer...vale gritar, porque aí já se chegou ao paraíso, e qualquer som há-de sair melódico e afinado,seja grave, agudo, pianinho...
há-de ser sempre o acorde faltante quando amantes iniciam o milagre do encontro.
Corpos se ajustaram, almas se matizaram...
Fez-se o extase! É o instante da PÁZ...é a escritura da serenidade.


E os amantes em assunção pisam ETERNIDADE

13 de mar. de 2012

aPERFEIÇÃO VEM DA VERDADE...

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AMOR UNIVERSAL, ""ÄMAI-VOS UNS AOS OUTROS""


“Ame o seu próximo como a si mesmo” Gálatas 5:14, NVI.
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O amor ao próxi...mo é universal e pessoal ao mesmo tempo. Abraça toda a humanidade e se especifica “naquele que está ao seu lado”.
Todo ser humano é o nosso "próximo" e merece respeito, consideração e apreço.
(postado por: Eliana Aderne)

3 de mar. de 2012

O AMOR.

Procure me amar quando eu menos merecer, porque é quando eu mais preciso.
Falamos à beça de amor. Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum: queremos amar e ser amados. Amados, de preferência, com o requinte da incondicionalidade. Na celebração das nossas conquistas e na constatação dos nossos fracassos. No apogeu do nosso vigor e no tempo do nosso abatimento. No momento da nossa alegria e no alvorecer da nossa dor. Na prática das nossas virtudes e no embaraço das nossas falhas. Mas não é preciso viver muito para percebermos nos nossos gestos e nos alheios que não é assim que costuma acontecer.
Temos facilidade para amar o outro nos seus tempos de harmonia. Quando realiza. Quando progride. Quando sua vida está organizada e seu coração está contente. Quando não há inabilidade alguma na nossa relação. Quando ele não nos desconcerta. Quando não denuncia a nossa própria limitação. A nossa própria confusão. A nossa própria dor. Fácil amar o outro aparentemente pronto. Aparentemente inteiro. Aparentemente estável. Que quando sofre não faz ruído algum.
Fácil amar aqueles que parecem ter criado, ao longo da vida, um tipo de máscara que lhes permite ter a mesma cara quando o time ganha e quando o cachorro morre. Fácil amar quem não demonstra experimentar aqueles sentimentos que parecem politicamente incorretos nos outros, embora costumem ser justificáveis em nós. Fácil amar quando somos ouvidos mais do que nos permitimos ouvir. Fácil amar aqueles que vivem noites terríveis, mas na manhã seguinte se apresentam sem olheiras, a maquiagem perfeita, a barba atualizada.
É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. Nos cafés, após o cinema, quando se pode filosofar sobre o enredo e as personagens com fluência, um bom cappuccino e pão de queijo quentinho. Nos corredores dos shoppings, quando se divide os novos sonhos de consumo, imediato ou futuro. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nos encontros erotizados, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. E fala o tempo todo do seu drama com a mesma mágoa. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando até a própria alma parece haver se retirado.
Difícil é amar quando já não encontramos motivos que justifiquem o nosso amor, acostumados que estamos a achar que o amor precisa estar sempre acompanhado de explicação. Difícil amar quando parece existir somente apesar de. Quando a dor do outro é tão intensa que a gente não sabe o que fazer para ajudar. Quando a sombra se revela e a noite se apresenta muito longa. Quando o frio é tão medonho que nem os prazeres mais legítimos oferecem algum calor. Quando ele parece ter desistido principalmente dele próprio.
Difícil é amar quando o outro nos inquieta. Quando os seus medos denunciam os nossos e põem em risco o propósito que muitas vezes alimentamos de não demonstrar fragilidade. Quando a exibição das suas dores expõe, de alguma forma, também as nossas, as conhecidas e as anônimas. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, para caminhar ao seu encontro.
Difícil é amar quando o outro repete o filme incontáveis vezes e a gente não aguenta mais a trilha sonora. Quando se enreda nos vícios da forma mais grosseira e caminha pela vida como uma estrela doída que ignora o próprio brilho. Quando se tranca na própria tristeza com o aparente conforto de quem passa um feriadão à beira-mar. Quando sua autoestima chega a um nível tão lastimável que, com sutileza ou não, afasta as pessoas que acreditam nele. Quando parece que nós também estamos incluídos nesse grupo.
Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja o tempo em que o outro mais precise se sentir amado.
Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem nos tempos mais devastadores por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade e

2 de mar. de 2012

Namorar.

>>*Não tem namorado quem ama sem gostar, quem gosta sem
>>curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem
>>nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de
>
>>semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena
>>praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se
>>dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de
>>obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com
>
>>ele. (Carlos Drummond de Andrade